Thursday, July 20, 2017

Porto de Lisboa em imagens


Porto de Lisboa em imagens: cais de Santa Apolónia, vista leste. 
Imagens registadas a 19 de Julho de 2017
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CISNE BRANCO NO TEJO

Foi tão agradável a visita a bordo do navio-escola brasileiro CISNE BRANCO, que não vejo razão para publicar mais algumas das muitas imagens que registei a 13 de Junho de 2017, com o navio atracado ao cais da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa. Mais imagens do CISNE BRANCO aqui.
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Sunday, July 16, 2017

O Pesadelo da Desmaritimização


Nos tempos que correm, o "Desígnio do Mar" é uma mentira pouco imaginativa numa terra de brandos costumes e muita palermice. A realidade prática do Mar Português face aos discursos oficiais é um Mar de Mentiras. 
Quem devia saber não sabe e não sabe que não sabe, pois intelectos rasteirinhos sabem supostamente sempre tudo e de tudo. Os resultados são tristes. 
A Administração Marítima foi despovoada dos seus melhores elementos na sequência do desmantelamento do IPTM já há alguns anos e atinge agora níveis máximos de inoperacionalidade. O triunfalismo comunicacional associado aos sucessos do registo da Madeira, que já tem "mais de 500 embarcações" (contem as embarcações miúdas e serão já seguramente mais de 1000), é uma saloíce de água doce. A novela da legislação governamental da Taxa de Tonelagem dá vómitos. Nem se fale mais dos ATLÂNTIDAS, dos afretamentos de sucatas navegantes em sua substituição, dos esqueletos das Naveiros, das Soponatas, das Sacores Marítimas e dos armadores sem navios. Os episódios capazes de nos porem a chorar são recorrentes. Tudo tira o sono neste nosso mar deserto, o FUNCHAL, as trafulhices feitas à roda do FUNCHAL, ninguém querer saber do FUNCHAL e tudo o mais neste mar de ignorâncias enjoativas sem navios à vista. Se o banco onde o FUNCHAL e os seus dois companheiros de infortúnio encalharam não fosse tão incompetente, o assunto já estava ultrapassado e de preferência sem tantos milhões queimados. 
Alguém tem soluções para a Marinha Mercante, os navios e os marinheiros portugueses que não se conformam com a morte lenta do sector? 
Alguém tem ideias acerca de uma caracterização rigorosa do fenómeno da Desmaritimização desde 1975? 
Ignorância? 
Incompetência? 
Crime?
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Saturday, July 15, 2017

Pintor de Marinha Stephen J. Card

Algumas das obras de Stephen Card: de cima para baixo, o cargueiro misto COTOPAXI, da Pacific Steam Navigation Comany, de Liverpool, os paquetes AMERICA e DUILIO e o cargueiro HOBART STAR, da Blue Star Line


Dois dos meus amigos do mundo dos navios e do mar e livros acerca desse universo que me diz tanto: William H. Miller e Stephen Card, apresentados aqui num diálogo ilustrado por algumas das obras de Stephen Card:
Recently, Bill Miller shared a photo of the German super liner Europa in a magnificent painting by Bermuda's Stephen Card.
Well, he was quick to respond: 
"A skeleton in the closet! This was one of my very early paintings... 1984. It is Number 8!!!!! 20 x 30 inches. Acrylics on canvas. Now 34 years later and 1,100 paintings, I think I am just now getting the hang of this painting 'stuff'. I wish I had gone to art school! I had two artists that helped along the way, Deryck Foster and Bill Muller. Two of the finest marine artists ever. On top of that I had to 'learn' about ocean liners. Always liners from early age, but it was in 1984 started to pay attention to detail and a lot of that came from many of your own books like the Dover books. I might have become a sail yacht painter, but I enjoyed the subject of liners much more. It has been a long voyage and I am still not even near the first port yet!"
Myself, I am just finishing a book about freighters of the '50s & '60s. Stephen has always been so generous. He has provided images of his numerous paintings. One of them, the attached Hobart Star of Britain's Blue Star Line, is included. As I sit here, I can see the mist that adds to the mood and even almost smell the sea salt. And I can feel the sense of determination: The 1956-built Hobart Star is heading home to London after a long voyage out to Australia & New Zealand. She's at​ top speed, her valuable cargoes of meat and wool yet to be delivered. Thank you, Stephen ... you keep these wonderful ships alive and in our memories. 
Conheço ambos há muitos anos como apreciador das obras respectivas. Tive o prazer de viajar de navio com o Stephen Card, sempre de "quarto" no Ocean Bar do Rotterdam. O Bill e eu encontrámos-nos pela primeira vez pessoalmente em 1983, em Portimão viajava ele no CANBERRA, e fomos ambos a Sines ver o INFANTE DOM HENRIQUE. Mais sobre o SJC aqui, e ainda aqui...
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Wednesday, July 12, 2017

CISNE BRANCO em Lisboa

A Marinha do Brasil recuperou grandes tradições de treino à vela com a construção do "Navio-veleiro" CISNE BRANCO, um nome com grande significado para os entusiastas dos navios brasileiros que assim se referem com saudade ainda hoje aos belos navios de passageiros brasileiros de 1962, ANNA NERY, PRINCESA ISABEL, PRINCESA LEOPOLDINA, ROSA DA FONSECA, todos tendo visitado Lisboa, as PRINCESAS logo em 1962, o ANNA NERY e o seu gémeo nos primeiros anos da década de 1970. 
Com o CISNE BRANCO o Brasil retomou as tradições interrompidas com os antigos veleiros brasileiros ALMIRANTE SALDANHA e GUANABARA, dois dos mais bonitos navios-escolas do século XX. Imagens de bordo do CISNE BRANCO, em Lisboa, a 13 de Junho de 2017
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A bordo do "navio-veleiro" CISNE BRANCO

A bordo do navio-Veleiro CISNE BRANCO, o belíssimo navio-escola da Marinha do Brasil, uma Marinha "irmã da Portuguesa. Fotografias tiradas a 13 de Junho de 2017.
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Saturday, July 08, 2017

FERNANDO PESSOA no Tejo


Ferry rápido FERNANDO PESSOA, da Soflusa, numa das suas travessias do Barreiro para Lisboa, aqui na manhã de 7 de Junho de 2017.

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Friday, July 07, 2017

História da Hamburg-Süd


Muito interessante esta história da companhia de navegação alemã Hamburg-Süd, que acaba de ser vendida ao gigante dinamarquês Maersk. Aqui fica a ligação.
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Paquete CORINTHIAN no Tejo

Imagens do navio de cruzeiros CORINTHIAN fotografado a navegar no Tejo na tarde de 5 de Maio de 2017. Construído em Itália em 1990, este navio chamou-se de início RENAISSANCE FOUR e foi o quarto de uma primeira série de quatro unidades destinadas à companhia Renaissance Cruises. 
Em 1996 registou a primeira mudança de nome, para CLELIA II, em 2011 mudou o nome para ORION II e designa-se por CORINTHIAN desde 2014. Este navio passa habitualmente os seus periodos de docagem e manutenção técnica na Navalrocha, em Lisboa.
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Thursday, July 06, 2017

Navios Portugueses do Século XX: paquete ALFREDO DA SILVA

Fotografia oficial de registo do paquete misto ALFREDO DA SILVA, primeiro navio de passageiros a integrar a frota da Sociedade Geral.
Lançado ao mar em 1949 no estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos, o ALFREDO DA SILVA homenageou com o seu nome o fundador da Companhia União Fabril. O navio entrou ao serviço em 1950 e fez principalmente a carreira de Cabo Verde e Guiné, embora tenha também efectuado viagens a Angola e à Madeira, estas com o navio fretado à Empresa Insulana, em 1959. Reconstruído em 1958, quando foi aumentado  o casario central e a capacidade para passageiros, o ALFREDO DA SILVA integrou a frota da Nacional em 1971 e foi vendido para a sucata em 1973 e desmantelado em Espanha.
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Wednesday, July 05, 2017

Vapor SETE CIDADES arribado a Lisboa


O vapor de carga e passageiros SETE CIDADES (II) foi o último de seis navios de carga adquiridos pela Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos entre 1947 e 1951, para renovação da sua frota. Foi comprado em segunda mão em Espanha com um ano de serviço e navegou com as cores portuguesas até 1971. Veio equipado com uma máquina alternativa a vapor muito fraca, ao que não terá sido estranho a arribada ao Tejo para reparações em Março de 1952, conforme notícia do Diário de Lisboa de 17 de Março de 1952. O navio regressou ao serviço na altura a 24 de Março, quando seguiu para Ponta Delgada de novo.

A próxima edição da REVISTA DE MARINHA, a sair este mês de Julho, traz um artigo meu sobre a história do SETE CIDADES, integrado na série de artigos dedicados aos navios do Despacho 100.
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CRUZEIROS: 16 escalas de navios em Lisboa em Julho


Paquete SILVER SPIRIT, um dos 15 navios de cruzeiros
 que escalam Lisboa em Julho de 2017



Estão previstas 16 escalas de 15 navios de cruzeiros no Porto de Lisboa durante este mês de Julho, conforme lista em anexo. Destaque para o EUROPA 2, um dos mais luxuosos navios de passageiros do mundo e para o carismático DISNEY MAGIC.

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Gente-Porto-Mar em modo de «selfie»



Bem me quer, 

Mal me quer, 
Gente, Porto, Mar, 
Muito, 
Pouco, 
Nada. 
Um casalinho à beira Tejo em flagrante «selfie».  Um casal desconhecido do fotógrafo, em coreografia de namoro, cumplicidade na pose, prováveis namorados. 
Em Outubro de 2016, um dado momento registado na tal «selfie». Juntos. Para sempre num momento que já passou, tal como as águas do rio passam sempre e o porto fica com as suas gentes, os seus contentores, os seus navios, a esperança e insatisfação próprias de humanos que, hora dão a mão, logo a retraem. Esperemos que estes ainda se distraiam à beira Tejo e registem os momentos juntos com um leve toque de carinho, aqui reflectido em prata no Tejo dessa tal tarde de Outubro de 2016. Quem sabe? Um grande porto também é a sua gente.
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Tuesday, July 04, 2017

Os cargueiros HORTA e VILA DO PORTO

A Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos tinha sede em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e havia sido constituída a 15 de Março de 1920 tendo iniciado no ano seguinte as suas carreiras para Inglaterra e o Norte da Europa transportando ananases. Com a segunda guerra mundial os Carregadores Açoreanos alargaram a actividade aos Estados Unidos da América com a linha de Nova Iorque, estabelecida em 1940 e que seria mantida até 1985, quando da liquidação da CTM.
Terminada a guerra em 1945 os Carregadores Açoreanos encomendaram a estaleiros holandeses e britânicos a construção de quatro navios rápidos de carga e passageiros de 3.900 toneladas de porte bruto para a linha de Nova Iorque, tendo o VILA DO PORTO sido o último a ser entregue, no Verão de 1949. 
“Na sua primeira viagem à América, o novo navio (de carga e passageiros) HORTA chegou a Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, na quarta-feira, dia 2 de Março de 1949.” O Jornal do Comércio (de 4-03-1949) noticiou que “a bordo seguia o director-delegado (dos Carregadores Açoreanos), Dr. Luís Tavares, que embarcou em Lisboa. Os corpos gerentes (da empresa armadora) foram ao encontro do navio fora do porto, fazendo aquele uma prova de velocidade , em que atingiu 17 milhas. Numerosas girândolas de foguetes e morteiros assinalaram a entrada do barco no porto. A nova unidade era aguardada no molhe Salazar por muitos curiosos.”
O Jornal do Comércio informava ainda que no Sábado o HORTA seguiria em “viagem de cortesia para a cidade da Horta, na ilha do Faial” a fim de ser homenageado “por usar aquele nome”. De facto o HORTA esteve na cidade da Horta pela primeira vez a 6 de Março, em ambiente de festa. De seguida voltou a Ponta Delgada “com os directores”, largando depois para Nova Iorque. 
O n/m HORTA era um navio bonito. O casco era semelhante aos dos dois navios anteriores da companhia, RIBEIRA GRANDE e MONTE BRASIL, construídos na Holanda, mas o casario e chaminé apresentavam linhas mais conservadoras, tipicamente britânicas. Com cascos cinzentos claros, linha de água verde, mastros amarelos e chaminés brancas com tope preto, estes navios dos Carregadores pareciam iates. O HORTA navegou durante mais de 30 anos e acabou por ser desmantelado em Alhos Vedros em 1981. Prestou bons serviços e deixou saudades. Ver as características e ficha histórica do HORTA aqui.
Ao contrário do HORTA, infelizmente o VILA DO PORTO teve uma carreira curta, terminada de forma acidentada por encalhe por fora do molhe norte do porto de Leixões, em resultado do embate no rochedo "Leixão Grande" às 05H20 de 20 de Março de 1955, quando efectuava a sua vigésima oitava viagem iniciada em Lisboa na véspera, com destino a Nova Iorque e escalas em Leixões, Funchal, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, com carga geral composta essencialmente por cortiça e conservas de peixe. O navio preparava-se para entrar em Leixões com mau tempo e visibilidade muito fraca, tendo-se marcado como o farol da ponta do Esporão um projector luminoso instalado nessa noite para ajudar ao desencalhe da lancha de fiscalização das pescas N.R.P. CORVINA, que por sua vez tinha encalhado após garrar dentro do porto numa zona de areia junto ao molhe norte horas antes da perda do VILA DO PORTO. O navio dos Carregadores Açoreanos ficou preso no Leixão a meio navio com a proa e popa a flutuar, batido fortemente pelo mar "muito adornado a estibordo, com a casa da máquina alagada, jogando fortemente e batido violentamente pelas vagas que o atravessavam de estibordo para bombordo, alguns camarotes das superestruturas já alagados (...) julgou-se o risco de o navio partir e afundar-se, pelo que o capitão ordenou os pedidos de socorro que foram feitos com o apito e lançamento de foguetões", conforme descrito no Protesto de Mar assinado pelo capitão e tripulantes do VILA DO PORTO, depositado na capitania do porto de Leixões no dia 21 de Março de 1955. O navio foi socorrido de imediato, estabeleceram-se dois cabos de vai-vem, pelos quais se desembarcaram todos os tripulantes, o passageiro e a mascote de bordo, a cadela Negrita que depois foi adoptada por um director da agência David de Pinho. O Comandante foi o ultimo a abandonar o navio. O casco do VILA DO PORTO partiu-se na tarde de 20 de Março e o mar destruiu o navio em poucos dias, perdendo-se a carga e os haveres dos tripulantes. Em sua substituição foi comprado na Suécia o navio AÇORES em 1958, cuja aquisição foi autorizada pelo Ministro da Marinha mediante compromisso do armador de mandar construir outro cargueiro em estaleiros nacionais, o que de facto aconteceu com a construção em Viana do Castelo, em 1959-1960, do n/m PONTA GARÇA. 
A Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos, que operou sempre carreiras regulares internacionais em concorrência com armadores estrangeiros, foi comprada em 1971 pela Empresa de Tráfego e Estiva S.A., de Lisboa, que no ano anterior havia adquirido a Insulana à Família Bensaude e em Dezembro de 1972 foi integrada na Empresa Insulana de Navegação, por fusão. Esta por sua vez fundiu-se em Fevereiro de 1974 com a Companhia Colonial, dando origem à CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, cuja vida infelizmente foi breve. Nacionalizada em 1975 e mal administrada pelo Estado Português acabou por ser liquidada em Maio de 1985 por altura da segunda intervenção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.
Características e história do VILA DO PORTO aqui.
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Escola Náutica visitou o EMPIRE STATE


Um grupo de alunos e professores da Escola Náutica Infante D. Henrique visitou no dia 26 de Junho o navio-escola norte americano EMPIRE STATE, atracado ao cais da Rocha, em Lisboa, conforme noticiou o site oficial da escola.

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Monday, July 03, 2017

Blogue dos Navios e do Mar


Por acaso reparei nas estatísticas dos visitantes aqui deste nosso blogue e apanhei agora mesmo esta capicua. Só não me sai a sorte grande...
By chance I have just noticed the number of visitor in my Ships and the Sea blog... Many thanks to all you.

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Saturday, July 01, 2017

Paquete KAISER WILHELM II (1889-1908)

Quando entrou ao serviço da companhia alemã Norddeutscher Lloyd, de Bremen, em 1889, o paquete KAISER WILHELM II era um grande navio transatlântico, concebido para desafiar a supremacia do Atlântico Norte aos principais armadores britânicos Cunard e White Star. 
Com 6.990 toneladas de arqueação bruta e 141,90 metros de comprimento de fora a fora, estava equipado com uma grande máquina alternativa a vapor, desenvolvendo 6650 cavalos, tinha 1 hélice e navegava a 16 nós. Transportava 932 passageiros quando em serviço transatlântico, número reduzido para apenas 200 passageiros se em cruzeiros. A tripulação era composta por 119 elementos. Foi além de transatlântico, pioneiro dos cruzeiros turísticos, em cujas cores se vê na fotografia. Acabou desmantelado para sucata em Génova em 1908. 
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Paquete FRANCE de 1962

Um dos mais notáveis navios de passageiros do século XX, o paquete FRANCE (1962-1974) povoou o meu imaginário de criança habituada a navios e ao ambiente portuário em Lisboa e nas Ilhas. Em 1962, quando entrou ao serviço, o FRANCE era o expoente máximo da construção naval e um símbolo do renascimento da França após a tragédia de 1940. Este cartaz, editado pela French Line / Cie Gle Transatlantique, de Paris, ainda na década de 1950, mostrava já o perfil inicial do FRANCE, então em fase de projecto, destinado a substituir os navios ILE DE FRANCE e LIBERTÉ, o que efectivamente aconteceu com enorme brilho e sucesso, ainda que de curta duração, pois a aviação conquistou tudo, no Atlântico Norte e mais tarde noutras rotas de longo curso, tornando estes navios modernos obsoletos antes do tempo e geradores de enormes prejuízos. A carreira do "Paquebot FRANCE" na linha Le Havre - New York durou 12 escassos anos e terminou de forma inglória em Setembro de 1974 com a tripulação amotinada.
Como muito boas almas por esse mundo, o FRANCE teria uma segunda oportunidade de glória, ao ser adquirido em 1979 por um armador norueguês que o transformou no navio de cruzeiros NORWAY, o primeiro gigante das Caraíbas, percursor de toda a actual geração de superpaquetes gigantes.
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Thursday, June 29, 2017

Mediterranices...

Mediterrâneo, Março de 2009, em navegação de aproximação a Nápoles, com o Vesúvio a querer acordar; deambulações napolitanas, sempre uma cidade e porto de eleição, e uma gaivota de porte especialmente nobre, algures na Tunísia...
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Wednesday, June 28, 2017

Mostrar as bandeiras enquanto as houver


No que toca aos navios e em especial à Marinha Mercante, as bandeiras e os registos respectivos há muito que não são o que foram antes da globalização, que pode dizer-se começou no mar com  as frotas mercantes ditas independentes embandeiradas nos Panamás Libérias e outras.

Hoje raramente a propriedade de um navio ou a sede de operações do armador respectivo coincide com a bandeira e o registo utilizados, o que tem quase levado ao desaparecimento de muitas bandeiras nacionais que só de longe a longe se podem observar ainda, por exemplo nos portos portugueses.
Já lá vai a época em que entravam regularmente em Lisboa e Leixões belos cargueiros de armadores brasileiros, e recordamos aqui o Lloyd Brasileiro e a Aliança, ambos com carreiras regulares para a Europa até acabarem ou terem sido tragadas por concorrentes mais fortes. 
Não fossem as visitas esporádicas de navios da Marinha do Brasil e a presença em águas portuguesas de navios com a bandeira do Brasil estaria até provavelmente afastada das memórias. 
Em Junho esteve em Lisboa o Navio veleiro CISNE BRANCO, da Marinha do Brasil, gostámos de rever o CISNE BRANCO.
Falar da bandeira do Brasil e do CISNE BRANCO é o mesmo que referir a situação de ausência da bandeira dos Estados Unidos da América e do navio-escola EMPIRE STATE, igualmente presença nos cais de Lisboa em Junho. Foi bom ver a bandeira dos EUA içada à popa de um navio mostrando como porto de registo Nova Iorque. 
Isto para não falar de Lisboa, que perdeu os últimos navios mercantes do registo convencional, que trocaram "Lisboa" à popa por "Madeira", ainda por cima Madeira é ilha, não é porto, uma mentirola institucional própria de paraísos fiscais.
Fotografias do CISNE BRANCO registadas a 13 e 14 de Junho (largada do navio) Imagens anteriores aqui; imagens do EMPIRE STATE datadas de 26 de Junho de 2017. Mais imagens do EMPIRE STATE, da escala anterior em 2014, aqui.
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