Monday, June 19, 2017

QUEEN VICTORIA post-refit in Lisbon


Mixed feelings about QUEEN VICTORIA's new post 2017 Palermo refit after photographing her very early in the morning today on the ship's first Lisbon call following modernization in Italy. New cabins have been built at the stern that now looks more square in line with near sister QUEEN ELIZABETH. More cabins, more revenue, but also a larger pool deck. 


Check this official QV video showing the new facilities on board here. Compare the VICTORIA's new look with previous posts and photographs in Ships & the Sea.

Built in Trieste by Fincantieri and delivered in 2007, the QUEEN VCTORIA original Gross Tonnage figure of 90,049 GT has just been icreased to 90.746 GT, following the Palermo refit from 5 May to 4 June 2017 when 43 new luxury cabins and suites were added. She has been sailing under the register of Bermuda since 2011. Original photos by Luís Miguel Correia at Lisbon on 19 June 2017.
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Saturday, June 17, 2017

O meu assistente...

Não sei se com todas as paranóias securitárias destes tempos modernos ainda haverá mascotes a bordo dos navios, o mais certo é não, pois já lá vão os tempos em que se navegava com os paióis a abarrotar de mantimentos, hoje a coisa é mais para a fominha em muitos navios globais. Mas aqui na sede da fábrica de livros de marinha do LMC, continuamos a antiga tradição, com o ilustre PINGUIM, de nome oficial CHICO, a exercer zelosamente o cargo de Primeiro Assistente, encarregue da gestão do património documental. 
I am not sure if pets are still found on board merchant ships these days, but at least on the head office of Luís Miguel Correia Book Productions, pets are very much in demand, with PINGUIM hard at work as LMC's First Assistant in charge of printed shipping documents.
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CRUISING THE WORLD: PUERTO CHACABUCO

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Com um dia tórrido em Lisboa, nada como recordar esta viagem aos fiordes do Chile, à Patagónia, ao Cabo Horn, às Malvinas, Argentina e Uruguay a bordo de um grande navio com todo o conforto (para os passageiros), o paquete GOLDEN PRINCESS.
Fotografias feitas a 20 de Janeiro de 2015 à chegada a Puerto Chacabuco, com uma paisagem magnífica e os Andes sempre a espreitarem na linha do horizonte.
On a very hot day in Lisbon it feels good to remember a fantastic trip to the Chilean Fjords, Patagonia, Cape Horn, the Falklands, Uruguay and Argentina on board the Princess Cruises GOLDEN PRINCESS.
Photographs taken while arriving at Puerto Chacabuco early in the morning of 20 January 2015 on a stunning scenery.
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Friday, June 16, 2017

Marinha Mercante: "Protesto de Mar"


Desde que me conheço que acompanho os assuntos ligados à Marinha Mercante Portuguesa, em resultado do que, de 1981 para cá, já publiquei centenas de artigos e duas dezenas de livros sobre os navios portugueses e a nossa marinha mercante. 
Este exercício que cedo se tornou uma paixão construtiva, é cada vez mais difícil de prosseguir, por manifesto desaparecimento do tema em si. Quarenta anos de Desmaritimização foram suficientes para reduzir os transportes marítimos portugueses a quase nada, só me resta fazer um protesto de mar, aqui, que não mo aceitam na Capitania...

As razões desta situação ignóbil são muitas e não as vou repetir agora, apenas protestar, abrindo o canhão de água à potência máxima a ver se lavo a alma e se quem de direito acorda, e percebe que Portugal precisa de navios e de transportes marítimos próprios, por razões estratégicas, de segurança, sobrevivência em situação de crise aguda e por necessidade de criação de riqueza, que tanta falta nos faz.
A incompreensão pelas temáticas marítimas é tal que hoje a opinião pública não quer nada com navios, chora-se pelo "horror" da presença de grandes (e pequenos) navios de passageiros atracados frente a Alfama por umas horas, há até quem reclame pelo "ruído" dos apitos, essa música marítima tão bela. 
Depois estamos rodeados por uma coreografia marítima e portuária de água doce, como a fotografia acima traduz, na caricatura de ponte móvel que substituiu a anterior, de 1927, ou a reconstrução sem rigor feita ao histórico "barco" ÉVORA, que faz lembrar vagamente a sua forma original, belíssima de barco do Barreiro quase iate. Nada contra o actual ÉVORA, melhor assim que ter sido desfeito como quase todos os outros, mas a nossa realidade marítima é virtual e pobre.
Neste mundo de virtualidades marítimas nacionais têm reinado toda a espécie de aprendizes de feiticeiro, que diligentemente vão deixando marcas de destruição e vazio. Um dos poucos monumentos vivos do perfeito estado de desgraça criado pela Desmaritimização e feiticeiros respectivos é o Paquete FUNCHAL, amarrado à Matinha há dois anos, que apesar de ser uma obra prima única da arquitectura naval mundial dos anos sessenta do século XX, está a morrer aos poucos a cada dia, chorando ferrugem em silêncio. 
Protesto de Mar, texto e fotografias de Luís Miguel Correia, cada vez mais impaciente face ao zero marítimo do momento. E não me venham falar de registos insulares nem de trapalhadas convencionais, que não sabem o que dizem nem o que fazem.
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Sunday, June 11, 2017

Porto de Lisboa: e o Tejo amanhece...


Os minutos que precedem a alvorada na cidade de Lisboa vistos a partir do Tejo são verdadeiramente sublimes, em especial nesta fase do ano em que o Sol nasce pelas seis da manhã quando ainda impera um silêncio que pouco depois é anulado pelos ruídos múltiplos da actividade humana e citadina.  



 A essa hora a ponte pedonal da Rocha do Conde de Óbidos está ainda aberta com sinal verde para a navegação que hoje se resume essencialmente a embarcações de recreio ou turísticas de tráfego local. Mesmo com luz verde já não há navios para entrar na Doca de Alcântara, a qual em 1957 recebeu o gigantesco VERA CRUZ por uma única vez. 
O rio espelha toda a tranquilidade de mais um nascer do dia, começa o movimento na ponte e a jusante da Torre de Belém já se distingue um grande paquete que uma hora mais tarde irá atracar a Santa Apolónia.
Os primeiros raios de sol pintam de dourado o casario de Cacilhas e o seu Pontal. Começa a dança fluvial dos Cacilheiros para o Cais do Sodré.
A navegação não pára, os navios sobem a Barra e vão emprestando vida e movimento ao Porto de Lisboa que não é nada sem a presença destas criaturas caprichosas e belas viciadas em navegações e que já aproaram mais ao Tejo do que nos dias que vão correndo. Com mais ou menos navios, com cada sol repete-se a magia marítima que Fernando Pessoa registou de forma tão magistral recorrendo ao sentido poético de Álvaro de Campos:

ODE MARÍTIMA

Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de Verão,
Olho pró lado da barra, olho pró Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atrás de si a orla vã do seu fumo.
Vem entrando, e a manhã entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos detrás dos navios que estão no porto.
Há uma vaga brisa.
Mas a minh'alma está com o que vejo menos.
Com o paquete que entra,
Porque ele está com a Distância, com a Manhã,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.
Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente.
Os paquetes que entram de manhã na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.
Trazem memórias de cais afastados e doutros momentos
Doutro modo da mesma humanidade noutros pontos.

Mais ODE MARÍTIMA aqui...

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Friday, June 09, 2017

Porto de Lisboa a cumprir o mito do Cais da Europa

Em 1844, quando se começou a pensar construir uma ligação ferroviária de Lisboa para a Europa, a ideia era a nossa cidade e o Porto de Lisboa tornarem-se no "Cais da Europa" e no "Cais da América", como então se dizia, atraindo para Lisboa os viajantes com destino às Américas. Era já o sonho implícito do "transhipment" que ainda hoje anima algumas almas, mas que entretanto nunca passou disso, de um sonho e de um mito.
O local de eleição para esse Cais da Europa era o sítio então conhecido por Cais dos Soldados, onde efectivamente foi construída a estação de Santa Apolónia, em terrenos parcialmente conquistados ao Tejo, e que na sua fachada Sul incluía um cais, tudo inaugurado a 1 de Maio de 1865. Ver a história da estação dos comboios aqui.
Na manhã de 7 de Junho último, ao apreciar a manobra de atracação do gigante MSC MERAVIGLIA ao novo cais de Santa Apolónia, lembrei-me do conceito do Cais da Europa e de como finalmente, ao fim de 152 anos, se poderá chamar com toda a propriedade Cais da Europa ao novo cais para navios de passageiros e ao terminal de cruzeiros em estado adiantado de construção. Muitos dos visitantes a bordo destes navios turísticos são europeus e Lisboa é um mais que perfeito Cais da Europa. Antes assim.
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O maior dos gigantes do Tejo

Nunca antes tinha entrado em Lisboa um navio de passageiros tão grande: com uma arqueação bruta de 171.589 GT, o paquete MSC MERAVIGLIA, que ontem fez a primeira escala no Tejo, no decurso do cruzeiro inaugural, é o maior paquete de sempre a vir ao porto de Lisboa. 
Apesar de os lisboetas já se terem habituado à presença de grandes navios nas águas do Tejo, as dimensões e o aspecto imponente do MSC MERAVIGLIA intimidaram positivamente os observadores mais atentos, pela relação de escala navio - cidade proporcionada pelo que desde ontem é o maior dos gigantes do Tejo.
Antes da Segunda Guerra Mundial o maior navio de passageiros a entrar a barra do Tejo foi o transatlântico italiano CONTE DI SAVOIA, de 48.502 GRT, construído em 1932, que em 1936 esteve atracado no cais da Rocha. Só em 1964 se viria a registar no Tejo a presença de navios maiores que o CONTE DI SAVOIA, com as primeiras escalas dos paquetes FRANCE, QUEEN MARY e QUEEN ELIZABETH, apresentando este 83.673 GRT, pelo que era o maior navio do mundo à época. 
Mais recentemente, destaque para a primeira escala do QUEEN MARY 2, em 2004, com 148.528 GT, entretanto ultrapassada pelas escalas posteriores dos navios de cruzeiros INDEPENDENCE OF THE SEAS (154.407 GT / construído em 2008) e NORWEGIAN EPIC (155.873 GT / 2010), cabendo agora a distinção à nova "maravilha" da MSC Cruzeiros. Fotografias inéditas de Luís Miguel Correia registadas em Lisboa a 7 de Junho de 2017.
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Tuesday, June 06, 2017

SANTA MARIA MANUELA rumo ao Norte da Europa

O SANTA MARIA MANUELA deixou Lisboa pelas 16H00 de 6 de Junho de 2017 com rumo ao Norte da Europa, onde vai participar nas habituais regatas de grandes veleiros. Fotografámos o MANUELA já a navegar no Atlântico depois de sair a Barra do Tejo.
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MSC MERAVIGLIA - Maior navio de cruzeiros a visitar Lisboa


No passado sábado, dia 3 de Junho de 2017, a mais recente unidade da frota da MSC  Cruzeiros, MSC MERAVIGLIA foi inaugurado no porto francês de Le Havre, por Sofia Loren, madrinha de todos os navios da MSC Cruzeiros. 


Com 171,598 toneladas de arqueação bruta e com capacidade para 5,714 passageiros, o MSC Meraviglia é o maior navios a ser construído por uma companhia de cruzeiros Europeia, a MSC Cruzeiros, e também o maior navio a ser entregue em 2017. Chega amanhã, 7 de Junho, a Lisboa, sendo o maior navio de passageiros que alguma vez veio ao Tejo. Atraca em Santa Apolónia pelas 7H00 e larga pelas 16H30. 

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Thursday, June 01, 2017

SANTA LIBERDADE


SANTA LIBERDADE foi o nome que o grupo de Galvão e Delgado atribuíram ao Paquete SANTA MARIA em 1961, por iniciativa própria, quando do assalto àquele navio, para uns triste episódio, para outros inspirada manifestação de resistência ao regime da época. 
Vem isto a propósito de, para mim, a liberdade ser um bem absolutamente necessário. Respiro liberdade no mesmo grau em que o mar me fascina. Desde sempre, sem que me considere livre nem veja o mar cumprido na sua dignidade de desígnio português. Não sou infeliz por isso, não me vencem a indiferença e a ignorância. Vou continuar a lutar sempre pelo que acredito mesmo que alguns me olhem como arrogante ou Velho do Restelo. 
E o que é que a Santa Liberdade tem a ver com Portugal e o nosso Mar? 
É que sem Mar não há Liberdade e sem navios, navegações e actividades marítimas não haverá nunca mais Mar Português digno das nossas capacidades e desse Desígnio Nacional hoje tão apregoado em discursos vazios por todo o lado. 
Não há Liberdade sem Mar porque uma economia sem Mar digno das nossas necessidades é uma economia dependente numa área fundamental para que o desenvolvimento deixe de ser uma frase de recurso tão hipócrita como tantas outras feitas mais de propagandas sectoriais e de oportunismos, do que de verdades incómodas. 
E já agora, para terminar esta dissertação libertária e marítima, a aventura de Galvão e Delgado teve um custo importante: Dezasseis Mil contos, foi quanto custou o desvio. Era muiiiito dinheiro em 1961,
Quem pagou a conta? 
A Companhia Colonial de Navegação, pois em 1961 como agora, os Armadores pagavam as contas todas. Só que hoje quase não há armadores e os que teimaram em continuar a ter navios a navegar fugiram daqui, para paraísos, provavelmente sem dezenas de virgens, mas sem físcos gananciosos. 
A título de reparo dessa injustiça, pois ninguém agradeceu este sacrifício da CCN, e inspirado na recente promoção do Aeroporto de Lisboa a Aeroporto Roberto Delgado, proponho que a Gare Marítima de Alcântara se passe a chamar Gare Marítima Bernardino Corrêa.
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Wednesday, May 31, 2017

Cruise ships FUNCHAL and PORTO: The sad beauty of slow decay


FUNCHAL and PORTO are two Portuguese classic small cruise ships that nobody seems to be interested in. Following extensive refits in 2013 after their purchase by Portuscale Cruises, only FUNCHAL cruised on two short seasons. PORTO never cruised under her present name. She is in her fourth year of lay up in Lisbon. FUNCHAL saw her final passengers disembark on 2nd January 2015. The Portuscale company went bankrupt in mid 2015 and the ships have been under receivership protection since then. Both have been on the sales lists, the asking prices getting smaller and smaller until the present situation on the verge of scrapping value. But so far nobody wants them, no serious offers acceptable by the sellers.

As time goes by, on the Lisbon waterfront, not in Casablanca, FUNCHAL and PORTO show the sad beauty of slow decay. Nobody cares. FUNCHAL and PORTO are ships from another time, a time of proud true national flagships long lost. FUNCHAL was one of the most beautiful passenger ships purpose built for Portuguese interests, while PORTO was built in Yogoslavia in 1964-1965 as their ISTRA, a small Mediterranean liner used mostly for international cruising with her sister DALMACIJA. Both are survivers from another time when ships were the most beautiful creatures on the seas.
Who wants FUNCHAL and PORTO? They are not going to continue on this limbo between lay up and the lack of perspectives. Both should be kept in service for a few more years. There are no others like the sad Matinha laid up passenger ships...
Original photographs by Luís Miguel Correia taken on 31st May 2017

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Monday, May 29, 2017

MAR de Pedrógão



Mar atlântico, forte e solitário a anoitecer na praia de Pedrogão. Sorvo a música das ondas e a espuma desse mar irrequieto que na minha imaginação vai desenhando queridos rostos perdidos, vá lá saber-se como. Mar eterno de energia e movimento em turbilhão de saudades inconfessadas, cinzento azul esverdeadas numa penumbra de esperança distante. E não há ninguém na praia de Pedrógão para lá desse mar de saudade.
Imagem registada por L. M. Correia a 26 de Maio de 2017. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho, se descarregar imagens para uso pessoal sugere-se que contribua para a manutenção deste espaço fazendo um donativo via Paypal, sugerindo-se €1,00 por imagem retirada. Utilização comercial ou para fins lucrativos não permitida (ver coluna ao lado) / No piracy, please. If photos are downloaded for personal use we suggest that a small contribution via Paypal (€1,00 per image or more). Photos downloaded for commercial or other profit making uses are not allowed. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia 

Tanker BAHIA TRES


The Spanish coastal tanker BAHIA TRES leaving the river Tagus bar on 27 May 2017. She has been used under charter to the Petrogal Group as a bunkering barge in Lisbon.

Navio tanque espanhol BAHIA TRES, um verdadeiro patinho feio dos mares, a sair a barra do Tejo na manhã de 27 de Maio de 2017. Este navio é uma das unidades utilizadas pela GALP no serviço de bancas à navegação no Tejo. Na minha perspectiva vejo aqui uma certidão de indigência marítima, no que toca à Marinha Mercante portuguesa, sem navios para praticamente nada.
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Patrulha LUIGI DATTILO em Lisboa

O navio patrulha (OPV) da Guarda Costeira italiana CP 940 LUIGI DATTILO entrou pela primeira vez em Lisboa a 27 de Maio de 2017 para uma visita que se prolonga até 4 de Junho, tendo atracado ao cais da Rocha do Conde de Óbidos.
O LUIGI DATTILO é o primeiro de dois navios idênticos construídos em 2012-13 nos estaleiros Fincantieri podendo-se ler mais sobre esta unidade aqui.
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Sunday, May 28, 2017

Cruise ship SEVEN SEAS EXPLORER in Lisbon

The ultra luxurious cruise ship SEVEN SEAS EXPLORER has just visited Lisbon again and we were able to photograph her arrival off the coast sailing into the river Tagus bar on 27 May 2017.
She looked sleek and elegant for todays  tasteful general standards, and I really like her unique Lascroux funnel.
More images of the SEVEN SEAS EXPLORER can be seen here.
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"TEMOS FÉ"


Ter fé no Mar Português foi durante toda a minha vida uma atitude natural, dado que gosto de navios e do mar "porque sim". Isto é, porque acredito que o mar e os navios são parte de uma certa alma portuguesa com a qual me identifico, respiro e sonho. 

Pelos vistos não sou o único, pois esta magnifica unidade da nova frota branca portuguesa chama-se TEMOS FÉ, como se pode ler no costado, segundo as imagens que registei à entrada da barra do Tejo, na manhã de 27 de Maio de 2017. E, claro, a fé, os marinheiros e os navios - neste caso mais embarcação que navio, não se medem necessariamente de formas lineares.
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Wednesday, May 24, 2017

CRUZEIROS a Cuba

Cuba está definitivamente na rota de cada vez mais navios de cruzeiros, agora foi a Holland America Line que anunciou cruzeiros a Cuba. Infelizmente o projecto que previa a utilização do nosso FUNCHAL em águas cubanas não se concretizou...
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FROTA DE PETROLEIROS

Navio-tanque português ALVELOS (I), o primeiro do nome, a navegar em Antuérpia, em Maio de 1950, onde foi construído por encomenda da Soponata, ao abrigo do Despacho 100. Infelizmente a história dos navios petroleiros portugueses parece ser uma história encerrada, com a venda da Soponata ao estrangeiro em 2004 e a liquidação da frota própria da Sacor Marítima.  As dificuldades vividas durante a segunda guerra mundial decorrentes do facto de Portugal na altura, como hoje, não dispor de petroleiros, parece terem sido esquecidas.
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Eng. Gonçalves Viana: um defensor das actividades marítima

O Eng. Gonçalves Viana continua a bater-se contra a Desmaritimização, uma das poucas personalidades contemporâneas que tem mantido sempre uma postura pró-mar, como se deduz da leitura deste seu texto:

"As ausências de Portugal na Antártida e outras
Da leitura do texto intitulado “Uma estratégia para Portugal” de autoria do Prof. Paulo Manuel João Afonso, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a propósito de nele ser chamada a atenção para a ausência do nosso País nos estudos e pesquisas em realização na Antártida, surgiu-me a ideia das outras ausências que aqui se têm verificado no que respeita ao Mar e ainda mais à Marinha nestas últimas quatro décadas.
Entretanto também passei uma vista de olhos pelos muitos textos publicados nestas duas últimas décadas o que mais me convenceu a elaborar este desabafo. Com efeito a primeira ausência foi a decisão em Julho de 1974, com o 2.º Governo Provisório de acabar com o “cluster” da Marinha, pois nessa altura ainda não se falava de economia do mar, que vinha dos tempos do Rei D. Dinis, mas nada foi feito para o substituir e entretanto surgiram dois preconceitos anti-marinha a saber: a Marinha Mercante ou de Comércio era uma atividade colonialista e a Marinha de Recreio era uma atividade fascista.
Devo confessar que então julguei serem estes preconceitos típicos da extrema esquerda mas mais tarde, já depois de ter aderido em 1978 ao PSD com a intenção de me bater pela recuperação da nossa Marinha, constatei que afinal não era assim. Aliás durante o Governo da AD, quando aconselhados pelo Prof. Ernâni Lopes, nosso representante nas negociações para a adesão à União Europeia, se preparou um Plano Nacional de Pescas para podermos tirar mais proveitos da adesão e evitar perdas e ele foi rejeitado pelo Conselho de Ministros em 1982, sem qualquer justificação, esta ausência de melhoria na nossa atividade pesqueira teve enormes prejuízos para o País mas com mais uma ausência de alguém se manifestar o seu desacordo democrática e atentamente. Na verdade os ataques à Marinha (recordo que esta Marinha a que me refiro é o conjunto da Armada e das Marinhas civis Comércio, Pescas e Recreio) foram crescendo atingindo o máximo durante os mandatos do Prof. Cavaco Silva em que se consumou a destruição do que restava do PREC e dos projetos em curso para a desejada recuperação. 
Como exemplos destes atropelos posso citar: o Centro Cultural de Belém, a proibição de ser criada uma empresa de navios de cruzeiro inclusive já com projeto de navios pelo Eng.Ribeiro e Castro, a proibição de uma empresa portuguesa ser sócia maioritária do Porto de Macau, a proibição de se fazer um contrato com um hoteleiro de Goa que pretendia ter uma nau de Vasco da Gama como trunfo para o turismo como chamariz internacional, fecho da Soponata porque o critério de decisão era de que não precisávamos de ter Marinha pois era mais barato o fretamento…
O facto de a Marinha ter sido o fator essencial para a consolidação da nossa identidade e da nossa independência nos finais da primeira dinastia e termos durante o século XV criado a mais poderosa Marinha europeia, desenvolvido os descobrimentos marítimos, a expansão europeia e a globalização e conseguido chegar ao século XX e recordando as dificuldades que tivemos durante a guerra 39-45 por não termos Marinha não foi suficiente para contrabalançar os ímpetos neoliberais da governação cavaquista. 
Convém recordar que em 74 tínhamos uma frota comercial que figurava nas primeiras quinze mundiais, de facto muito baseada no tráfego colonial, mas onde pelo menos duas companhias já tinham iniciado tráfego como terceira bandeira e o navio “Funchal” tinha sucesso nos cruzeiros internacionais, mas quanto à Marinha de Recreio o miserabilismo da nossa sociedade era de tal ordem que para se construir uma marina como a de Vilamoura era necessário haver um “monopólio” o que demonstra a total falta de noção do potencial económico desta Marinha por parte dos nossos dirigentes sejam eles do Estado ou Privados. O que diga-se de passagem a experiência mostra que esta situação dura até hoje. E a melhor prova desta ausência são os espetáculos deprimentes do que não se fez no estuário do Tejo embora em 1987 no I Congresso do Tejo, organizado pela Associação 
dos Amigos do Tejo tenha havido sugestões e propostas por inúmeros especialistas, do que não se fez no Sotavento Algarvio com propostas apresentadas em 2004 e o caos existente no Alqueva quando comparamos o lado espanhol com o nosso. 
A propósito existem projetos concretos, alguns com mais de vinte anos, que aguardam decisão seja de Autarcas seja de Governantes, que criariam alguns milhares de postos de trabalho e para tal situação só há ausências, sejam de decisões ou de simples chamadas de atenção quer dos que se interessam pelo Mar e pela Marinha quer da comunicação social.
Em 1984 tanto na Academia de Marinha como na Sociedade de Geografia de Lisboa, na Secção de Transportes foram apresentadas comunicações por vários membros sobre o tema do Mar e da Marinha dos quais só vou recordar a primeira que apresentei na Academia de Marinha e cujo título era “O Mar na origem e no futuro de Portugal” porque houve outras sobre este tema mas para já basta esta pois no seu final chamava-se a atenção para o facto de se estar a lutar pelo aumento da área do
nosso território atlântico e quando isso se conseguisse e não tivéssemos entretanto desenvolvido a nossa Marinha seria a repetição do triste episódio do século XIX do mapa cor de rosa. Também aqui houve duas ausências: a primeira das decisões que era preciso tomar para recuperarmos a nossa Marinha como já atrás vimos e a segunda foi a de que a nova vaga de interessados na economia do Mar ignorou os textos então apresentados embora praticamente pouco acrescentou de importante e a ausência de decisões concretas ainda não foi resolvida como seria desejável. Já agora também recordo outra comunicação que fiz e que, dado o seu teor, não posso deixar de mencionar que foi apresentada na abertura do colóquio “Vasco da Gama, Os Oceanos e o Futuro” realizado em 27 de Novembro de 1998 na Escola Naval.
Em 1998 houve a Expo 98 para comemorar o feito mais importante da nossa história - a primeira viagem marítima direta da Europa para a Índia- fruto não só do nosso avanço tecnológico naval mas também da habilidade política de D. João II- que desiludiu porque tudo isto esteve ausente do nosso pavilhão, o projeto da torre correu mal e a qualidade global não correspondeu o que era possível ter sido realizado. Além disto houve um relatório da CMIO tratando de homenagear esta data onde era afirmado ter sido Colombo o primeiro navegador oceânico o que mostra mais uma ausência de respeito pelos feitos da nossa Marinha. Perante tantas e tão grandes ausências a muito legítima queixa pela ausência da Antártida com os dirigentes que temos tido vai ter certamente alguma dificuldade para ser resolvida como seria conveniente e correto acontecer. Lisboa, 18 de Maio de 2017 - José Carlos Gonçalves Viana."
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Sunday, May 21, 2017

Paquete VERA CRUZ


Isto de passar dias "entretido" a estudar e seleccionar imagens para o próximo livro LMC sobre os NAVIOS DE PASSAGEIROS PORTUGUESES, às tantas pede pequenos intervalos e o blogue proporciona distracção momentânea e ao mesmo tempo ajuda a divulgar novo projectos e antigas realidades que o tempo vai fazer esquecer. 

Entrado ao serviço em Março de 1952, o Paquete VERA CRUZ era um navio verdadeiramente excepcional para a década de 1950, moderno e imponente, um verdadeiro "Flagship" de uma época em que os grandes navios mostravam a bandeira e o prestígio dos países a que pertenciam. 
A primeira imagem mostra a orquestra do VERA CRUZ a tocar no Salão de Música da Primeira Classe. As restantes são cópias de páginas do Diário de Lisboa: a chegada a Lisboa do VERA CRUZ a 2 de Março de 1952, grande acontecimento a nível nacional; anúncio de equipamentos disponíveis a bordo e anúncio do cruzeiro à volta de África, efectuado em 1956 e que foi o mais longo cruzeiro turístico de um paquete da Companhia Colonial de Navegação. 
O VERA CRUZ começou a sua vida como navio almirante da frota mercante nacional em 1952, na linha do Brasil, que fez até Abril de 1961. A sua faceta de paquete de luxo ainda é lembrada com admiração e saudade no Brasil, mas entre nós ficou a imagem do transporte de tropas, em que foi muito utilizado, de Maio de 1961 a Fevereiro de 1972. Para além dessas actividades, o VERA CRUZ fez também um número considerável de cruzeiros turísticos, muitas viagens à América Central e muitas mais na carreira de Angola.
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